22/01
Lançamento dos Livros "Zona" de Nuno Moreira e "Atlantis" de Pedro Ramos

No dia 22 de Janeiro, a partir das 19:00, não percam o lançamentos dos livros "Zona" de Nuno Moreira e "Atlantis" de Pedro Ramos, dois jovens fotógrafos portugueses.

 

Este evento irá decorrer em simultâneo com a Finissage da exposição individual "Detailed close-ups of far-off scenes" de Carlos Azeredo Mesquita. 

 

ZONA de Nuno Moreira

ZONA trata-se de um foto-livro realizado entre Tóquio e Lisboa, tendo como base uma performance realizada e pensada exclusivamente para o registo das cerca de 30 imagens resultantes deste livro de artista. ZONA é a segunda monografia do autor (depois de "State of Mind", 2013), que acaba de ser editada numa edição de luxo limitada a 300 exemplares. Com uma base assumidamente conceptual as fotografias exploram medos, sonhos e paisagens interiores, partindo de um estudo sobre a psique humana e uma procura em representar de forma concreta os recantos do inconsciente. A participação do escritor José Luís Peixoto surge após um encontro entre ambos os autores em Tóquio, motivo pelo qual o livro se encontra traduzido em três línguas: Português, Inglês e Japonês. ZONA é um livro com duas narrativas que se vão cruzando e completando durante um processo cruzado de leituras: imagem e texto funcionam de forma paralela podendo também ser lidas de forma completamente independente; o resultado é um livro silencioso, negro e com imagens repletas de uma qualidade cinemática.

 

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ATLANTIS de Pedro Ramos

A Segunda Lei da Termodinâmica dita que a quantidade de entropia de qualquer sistema isolado tende a incrementar com o tempo, e é usada na física para explicar porque experienciamos o tempo como algo que se move em diante; porque é que os ovos se partem irreversivelmente ou porque é que os edifícios não se reerguem milagrosamente por entre os seus escombros após demolidos. Falamos aqui da Flecha do Tempo. Atlantis, de Pedro Ramos, é um exercício em desmantelar a noção simplesmente linear de tempo. Tem como sujeito a implosão do Hotel Atlantis, na Ilha da Madeira, onde Ramos nasceu. Construído em 1972 com o intuito de capitalizar na florescente indústria do turismo, o Hotel Atlantis foi destruído em 2000 de forma a acomodar a expansão do aeroporto que ironicamente traria à ilha os mesmos turistas que o hotel teria acomodado. A implosão não passou de uma nota de rodapé na história, embora em Atlantis, Ramos tente explorar uma multiplicidade de significados – pessoais ou históricos - com base na perspectiva do observador. As imagens patentes em Atlantis são oriundas de peças televisivas da implosão, encontradas online. Estas estão degradadas e pouco claras, revelando os seus próprios sinais de entropia. Fracturando e reordenando as imagens, Ramos permite que o edifício se reerga da poeira para vê-lo desmoronar novamente, reimaginando e reavivando as suas memórias turvas do evento. De uma perspectiva histórica, Atlantis pode ser lido como uma alegoria para a modernidade, o mundo de destruição e renovação perpétua em que as mesmas forças que criam, tão facilmente destroem. Como Marx diria, um mundo em que “tudo o que é sólido se desmancha no ar”.

 

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Informações úteis

Data: 22 de Janeiro - Sexta-feira (a partir das 19:00)